Especialista alerta para riscos ortopédicos e reforça a importância da atividade física regular
O Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo é celebrado em 10 de março e reforça o alerta sobre os impactos da inatividade física na saúde da população. A data chama atenção para a necessidade de incorporar mais movimento à rotina, especialmente diante de números preocupantes. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 47% dos adultos brasileiros são considerados sedentários, índice que aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares.
Esse cenário nacional acompanha uma preocupação global. A Organização Mundial da Saúde alerta que a falta de atividade física está entre os principais fatores de risco evitáveis para mortalidade no mundo, contribuindo para milhões de mortes todos os anos. Além de impactar o sistema cardiovascular e o metabolismo, o sedentarismo está associado ao surgimento de diversas comorbidades e à redução da qualidade de vida.
Os prejuízos, no entanto, não se restringem às doenças crônicas. No campo da saúde musculoesquelética, as consequências também são significativas. O ortopedista Dr. Thiago Albeny, da Clínica Orion, afirma que “a inatividade física é um dos principais fatores de risco para doenças ortopédicas, resultando em enfraquecimento ósseo, perda de massa muscular, encurtamento muscular, desvios posturais e artrose”. Segundo o especialista, manter o corpo ativo é essencial para preservar a funcionalidade, prevenir dores e garantir mais autonomia ao longo dos anos.
Dr. Albeny ressalta a importância de manter um nível adequado de atividade física. “É recomendado que os indivíduos realizem pelo menos 150 minutos de exercícios moderados por semana para fortalecer articulações e ossos. Além disso, é crucial evitar longos períodos em posição sentada, realizando pausas ativas a cada 30 a 60 minutos”, explica.
Diante desse cenário, o ortopedista Dr. Thiago Albeny, da Clínica Orion, enfatiza que é possível reduzir os danos causados pelo sedentarismo com medidas simples e consistentes no dia a dia. Segundo ele, adotar algumas diretrizes é fundamental para preservar a saúde musculoesquelética e evitar complicações futuras.
“É essencial incluir atividades de baixo impacto, como caminhada e corrida, associadas ao treino de força. Essa combinação é decisiva para fortalecer ossos e músculos, garantindo mais estabilidade e proteção às articulações”, orienta. O especialista também chama atenção para outro hábito comum e prejudicial: permanecer muito tempo na mesma posição. “Ficar horas sentado ou parado agrava os efeitos da inatividade. O ideal é usar alarmes ou lembretes para se levantar pelo menos uma vez por hora, alongar o corpo e dar pequenos passos.”
Ele reforça ainda que a orientação profissional faz diferença, principalmente para quem já sente dores ou tem alguma limitação. “Antes de iniciar qualquer atividade física, é sempre recomendável procurar um ortopedista. Essa avaliação prévia ajuda a prevenir lesões e garante que o exercício seja seguro e adequado.”
Para o médico, os impactos do sedentarismo no sistema musculoesquelético são claros e progressivos. “A falta de movimento compromete diretamente a saúde dos ossos, porque eles precisam de estímulos mecânicos para se manterem fortes. Quando isso não acontece, há perda de densidade óssea, o que aumenta o risco de fraturas e favorece o desenvolvimento de osteoporose”, explica.
Segundo ele, o sistema muscular também sofre rapidamente com a inatividade. “O músculo que não é utilizado perde força e volume. Isso leva à atrofia, encurtamentos e desequilíbrios posturais, que acabam desencadeando dores persistentes, especialmente na região lombar.”
As articulações também dependem do movimento para se manterem saudáveis. “A imobilidade contribui para o desgaste mais acelerado das articulações e das cartilagens, favorecendo quadros de artrose, rigidez e processos inflamatórios”, afirma.
Outro ponto de atenção é o risco aumentado de quedas. “Quando há fraqueza muscular e perda de condicionamento, a coordenação e o equilíbrio ficam prejudicados. Isso eleva significativamente a probabilidade de quedas e lesões, sobretudo em pessoas mais velhas.”
A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos pratiquem pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada, distribuídos ao longo da semana. Além de proteger ossos, músculos e articulações, o hábito regular de se exercitar também contribui para a saúde cardiovascular, auxilia no controle da glicemia e promove bem-estar mental.




