Programas federais ampliam o acesso ao ensino superior privado, mas atendem perfis distintos de renda e exigem estratégias diferentes por parte dos estudantes
Créditos: Drazen Zigic/iStock
A escolha entre
ProUni (Programa Universidade para Todos) e Fies (Fundo de Financiamento ao
Estudante do Ensino Superior) continua sendo uma das principais dúvidas de
estudantes que buscam ingressar no ensino superior privado no Brasil. Dados do
Ministério da Educação mostram que, todos os anos, milhões de candidatos
participam dos processos seletivos dos dois programas, que se consolidaram como
as principais políticas públicas de acesso à graduação fora da rede pública.
Diante desse cenário, a pergunta central se mantém: ProUni ou Fies?
Embora tenham o
mesmo objetivo de ampliar o acesso à educação superior, ProUni e Fies funcionam
de formas distintas e atendem perfis socioeconômicos diferentes. A decisão
passa por fatores como renda familiar, desempenho no Enem (Exame Nacional do
Ensino Médio) e planejamento financeiro em curto e longo prazo.
Diferenças entre Fies e ProUni e como
funciona cada programa
As diferenças entre
ProUni e Fies começam pelo tipo de benefício oferecido. Criado em 2004, o
ProUni concede bolsas de estudo integrais ou parciais em instituições privadas
de ensino superior. A seleção é feita com base na nota do Enem, exigindo média
mínima de 450 pontos e nota diferente de zero na redação.
O critério de renda
é central. Para bolsas integrais, a renda familiar bruta mensal por pessoa deve
ser de até 1,5 salário mínimo. Já para bolsas parciais, de 50%, o limite é de
até 3 salários mínimos por pessoa. O objetivo, segundo diretrizes do Ministério
da Educação, é priorizar estudantes em situação de maior vulnerabilidade
social.
Já o Fies funciona
como um crédito educacional. O estudante cursa a graduação agora e paga as
mensalidades após a formatura, em parcelas ajustadas à renda. Reformulações
recentes do programa passaram a priorizar candidatos com renda familiar mensal
bruta per capita de até 3 salários mínimos, ampliando o foco em estudantes de
baixa renda.
Qual é a melhor opção para baixa
renda
Para estudantes de
baixa renda, o ProUni tende a ser a alternativa mais vantajosa, pois elimina ou
reduz imediatamente o custo da mensalidade e não gera endividamento futuro.
Levantamentos divulgados pelo Ministério da Educação indicam que a maior parte dos
bolsistas do programa está concentrada justamente nas faixas de renda mais
baixas.
O Fies, por outro
lado, costuma atender quem não conseguiu a bolsa do ProUni, seja por nota,
renda ou concorrência, mas ainda busca viabilizar o ingresso no ensino
superior. Nesse contexto, responder qual é a melhor opção depende da capacidade
do estudante de assumir um compromisso financeiro após a conclusão do curso.
Acúmulo de benefícios, renda e nota
do Enem
A legislação
educacional não permite o acúmulo simultâneo de Fies e ProUni para o mesmo
curso. O estudante deve optar por apenas uma modalidade de auxílio estudantil,
embora possa participar de processos seletivos distintos em momentos
diferentes.
O cálculo da renda
familiar para o ProUni é feito a partir da soma dos rendimentos brutos mensais
de todos os membros da família que vivem na mesma residência, dividida pelo
número total de pessoas. Entram nesse cálculo salários, aposentadorias, pensões
e outras fontes regulares de renda, sendo a comprovação uma etapa decisiva do
processo.
Para quem busca
isenção total ou parcial das mensalidades, pesquisar pelo termo “ProUni
como funciona” é o primeiro passo para conquistar uma vaga em
instituições privadas. Conhecer as regras e as diferenças entre ProUni e Fies
ajuda o estudante a fazer uma escolha mais alinhada ao seu perfil educacional e
financeiro.




