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Para prevenir a coqueluche? Vacina!

No Distrito Federal, foram contabilizados 315 casos suspeitos entre os anos de 2019 e 2020

27/07/2021 às 10h58
Por: Rickson Silva
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Para prevenir a coqueluche? Vacina!

A coqueluche é uma infecção respiratória transmissível causada pela bactéria Bordetella pertussis, sendo a falta de vacinação um dos principais fatores de risco para a doença em crianças e adultos. Embora tenha tratamento, pode levar à morte, especialmente bebês menores de seis meses quando não tratados direito e ainda com o esquema vacinal incompleto.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, recomenda e considera adequadamente vacinado contra a doença o indivíduo que completa o esquema com a vacina pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e bactéria haemophilus influenzae tipo b), administrada aos dois, quatro e seis meses de idade e dois reforços com a DTP (difteria, tétano e coqueluche), aos 15 meses e aos quatro anos de idade.

Além dessas, a vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é administrada a cada gestação, a partir da 20ª semana. O objetivo é garantir a proteção dos bebês contra a coqueluche, devido à transferência dos anticorpos da mãe para o feto pela placenta. Com isso, o bebê recebe a proteção nos primeiros meses de vida, uma vez que a primeira dose é recomendada a partir do 2º mês de vida.

Para aquelas mulheres que não foram vacinadas durante a gestação, deve ser administrada uma dose de dTpa no puerpério – até 45 dias após o parto – o quanto antes possível.

Situação no DF

No Distrito Federal, foram contabilizados 315 casos suspeitos de coqueluche entre os anos de 2019 e 2020. Desses, 263 notificações correspondem a residentes do DF, seguidos por moradores de Goiás (51) e de Minas Gerais (1). Os dados constam no boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde. Foram 223 casos suspeitos em 2019. Já em 2020, foram registrados 40 casos.

“Estamos em uma decrescente de casos de coqueluche no Distrito Federal desde 2020. Entretanto, a preocupação é que, com a vigência da pandemia, existe a possibilidade de haver subnotificação de casos da doença”, avalia a técnica da vigilância epidemiológica da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS), Joana Castro.

Além disso, ela afirma que a cobertura vacinal para prevenir a doença está aquém do preconizado. “Como a coqueluche é uma doença imunoprevenível e de alta transmissibilidade, a não vacinação aumenta o risco de o indivíduo adoecer caso entre em contato com a bactéria causadora da doença, além da possibilidade de disseminação da coqueluche e da ocorrência de surto”, alerta.

Coqueluche

Sua principal característica são crises incontroláveis de tosse seca seguida pelo guincho inspiratório, som produzido pelo estreitamento da glote. A doença pode atingir, ainda, traqueia e brônquios.

São três fases, sendo a primeira catarral, com sintomas leves que podem ser confundidos com uma gripe. O paciente apresenta coriza, febre, mal-estar e tosse seca e, em seguida, há acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar.

Na fase de recuperação, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Os bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar ao óbito.

“A orientação para qualquer pessoa que apresente sintoma característico de coqueluche, ou seja, crises persistentes de tosse paroxística seguida de guincho inspiratório – crise súbita de tosse, incontrolável, seguida de inspiração profunda e ruidosa – procure o serviço médico para receber o tratamento adequado. Vale ressaltar que o tratamento é mais efetivo quanto mais precocemente for iniciado”, indica Joana.

Saiba mais sobre os sintomas, a transmissão, a prevenção e o tratamento da doença clicando aqui.

Proteção em dia

Sabendo da importância da vacina para proteger sua bebê, Lúcia Maria da Silva Veras de Oliveira procurou nesta semana a Unidade Básica de Saúde 1 da Asa Norte (UBS 1) para vacinar a pequena Cecília, de seis meses. Na ocasião, ela atualizou o cartão vacinal da filha com a pentavalente. “Estou sempre atenta às datas que devo trazer minha filha para receber as vacinas e ficar protegida. Estão todas em dia”, conta.

Quem também buscou a UBS para realizar as vacinas de rotina do filho foi o militar Hugo Rodrigues, que levou o filho João, de 15 meses, para receber os cinco imunizantes previstos no calendário nacional para essa fase. Um deles é a DTP, que também protege contra a coqueluche. “Não descuido e sempre venho nas datas certas de cada dose. A vacina é fundamental para proteger contra doenças que já contam com prevenção”, indica.

Onde vacinar

Para receber a pentavalente e a DTP e a dTpa basta se dirigir a uma das salas de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Veja a lista completa aqui. Além dessas vacinas, as salas oferecem os demais imunizantes do calendário nacional.

* Com informações da Secretaria de Saúde

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