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Empresários defendem desburocratização e melhoria em infraestrutura para dinamizar a economia no DF

08/04/2021 19h35
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Empresários defendem desburocratização e melhoria em infraestrutura para dinamizar a economia no DF

Representantes do setor produtivo discutiram as barreiras e os atrativos do Distrito Federal para os neg?cios em audi?ncia p?blica remota, nesta quinta-feira (8), da Comiss?o de Desenvolvimento Econ?mico Sustent?vel, Ci?ncia, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo. A presidente do colegiado, J?lia Lucy (Novo), defendeu a elabora??o do Plano de Desenvolvimento Econ?mico do DF, que deve considerar aspectos como voca??o, composi??o da m?o de obra e a localiza??o dos setores. "O DF perde muitos neg?cios para Goi?s, Minas Gerais, e algumas empresas migram para o Sul, como ? o caso da ind?stria t?xtil, ent?o a gente precisa entender porque que esses outros estados est?o sendo mais atraentes que o DF", afirmou.

Para a deputada, a pandemia "tornou urgente" a diversifica??o da matriz econ?mica do DF, ainda baseada no servi?o p?blico. Entre os entraves, ela destacou a burocracia, a carga tribut?ria alta, a infraestrutura deficiente e a falta de m?o de obra especializada. De acordo com a distrital, as empresas brasileiras gastam R$ 137 milh?es por dia apenas para se ajustarem ao ordenamento jur?dico. "Quando o Estado pesa, ele tira a intelig?ncia do livre mercado", ressaltou. Por outro lado, J?lia Lucy apresentou pesquisa do Centro de Lideran?a P?blica em que o DF ocupa o terceiro lugar em competitividade. Tamb?m mostrou que foram criadas 64.900 empresas em 2020, enquanto 43.688 foram fechadas.

O presidente da Federa??o das Ind?strias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Jorge Bittar, criticou a pol?tica hist?rica de incentivos no DF baseada apenas em venda de terrenos, o que, para ele, favoreceu apenas a especula??o imobili?ria. "Os incentivos em Goi?s nunca se restringiram apenas ?s ?reas, que ? apenas mais um instrumento para o crescimento industrial", comparou. Ele defendeu uma mudan?a na distribui??o do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) que, de acordo com ele, tem cerca de R$ 600 milh?es dispon?veis para o DF e a Ride, mas apenas R$ 34 milh?es para as ind?strias. "No ano passado, foram contratados R$ 766 milh?es, sendo R$ 227 para a Capital Federal e 539 para munic?pios goianos. Ent?o, a divis?o de FCO ? muito desigual".

Para o presidente da Associa??o Comercial do DF, Fernando Brites, Bras?lia "perde" muitas empresas para Goi?s, "principalmente devido ao acolhimento que encontram l? e n?o aqui". No entanto, segundo ele, o custo no estado vizinho ? mais alto. "Goi?s presta um p?ssimo servi?o. A gente precisa apregoar aos quatro cantos aquilo que temos de bom no DF", defendeu. Chefe de Gabinete da Secretaria de Desenvolvimento do DF, Marcos Tadeu explicou que houve aumento acima de 300% em 2020 de projetos aprovados para o FCO. Ele tamb?m disse que a Secretaria investe R$ 5 milh?es em capacita??o de pequenos e m?dios empres?rios e que a meta ? subir mais uma posi??o no ranking de competitividade at? 2023, alcan?ando o segundo lugar.

Entre os pontos positivos de Bras?lia, o vice-presidente do SindVarejista do DF, Sebasti?o Abritta, destacou a renda per capita, que ? uma das mais altas do pa?s; o perfil de consumidor de "A ? Z"; a disponibilidade de 350 voos di?rios; e a localiza??o geogr?fica no centro do Brasil. De acordo com ele, muitas empresas investem em Goi?s pensando no mercado consumidor de Bras?lia. Como forma de fortalecer a economia e gerar empregos, ele sugeriu a atra??o de ind?strias de cal?ados e de roupas para as cidades sat?lites.

O superintendente do Sebrae-DF, Valdir Oliveira, acredita que o DF est? entrando na pior crise econ?mica da hist?ria e que s? com o fim da pandemia haver? recupera??o. Para ele, ? necess?rio haver subs?dio fiscal, "que possa dar competitividade"; garantir o "benef?cio econ?mico da infraestrutura"; e disponibilizar cr?dito de fomento. Ele defendeu mais seguran?a jur?dica, um ambiente desburocratizado, aproveitamento do capital intelectual brasiliense e investimentos em log?stica e inova??o. "Quanto mais for intervencionista, menos eficiente ser? o Estado", ressaltou.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Servi?os de Inform?tica do DF, Charles Dickens, Bras?lia conta com 9500 empresas de tecnologia, o que representa cerca de 28 mil empregos. Ele afirmou que o segmento foi um dos menos impactados pela pandemia, conseguindo manter uma arrecada??o crescente. "Empresas de TI precisam de pouco espa?o, t?m alt?ssimo valor agregado, empregam com altos sal?rios e, portanto, podem contribuir de forma muito expressiva para a nossa matriz econ?mica", ressaltou.

A diretora jur?dica da Associa??o das Startups e Empreendedores Digitais, Brunella Santos, sugeriu ajustes na Leis do Uso e Ocupa??o do Solo para facilitar a implanta??o e sobreviv?ncia de empresas no DF. "Esse ? o primeiro entrave quando o empres?rio quer vir para a Bras?lia", afirmou. Ela frisou que a carga tribut?ria ? alta e defendeu a valoriza??o do capital intelectual: "O DF produz muita m?o de obra qualificada, mas ela acaba saindo para outros Estados". O diretor-presidente da Associa??o Brasileira da Cerveja Artesanal, Pedro Capozzi, argumentou que s?o necess?rios ajustes nas leis em rela??o aos pequenos neg?cios. "Para termos viabilidade no DF, tem de vender de 15 a 20 mil litros de cervejas por m?s", afirmou.

Segundo o presidente do SindLab-DF, Alexandre Bitencourt, o maior problema para os laborat?rios ? a demora na aprova??o dos projetos de arquitetura que, segundo ele, ultrapassa um ano. "N?o h? padr?o por parte das diretorias da Vigil?ncia Sanit?ria em rela??o aos documentos exigidos", criticou. O subsecret?rio de Fomento ao Empreendedorismo, Danillo dos Santos, afirmou que a pasta realizou 1.300 capacita??es em empreendedorismo este ano.?
Al?m do debate na Audi?ncia, J?lia Lucy solicitou a cada participante sugest?es para o aprimoramento da legisla??o no DF, a fim vencer entraves e fomentar o empreendedorismo.
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Fonte: CLDF
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