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Política Política

Seis partidos de esquerda fazem novo pedido de impeachment de Bolsonaro

27/01/2021 17h50
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Por: A Redação
Seis partidos de esquerda fazem novo pedido de impeachment de Bolsonaro
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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já recebeu 62 pedidos de afastamento desde o início do mandato
Marcos Corrêa/PR

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já recebeu 62 pedidos de afastamento desde o início do mandato

Seis partidos de esquerda apresentaram nesta quarta-feira (27) mais um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No pedido protocolados pelas legendas, elas dizem que Bolsonaro cometeu "uma extensa série de crimes", entre eles o "descaso" com a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

No pedido, o grupo de siglas cita as mortes por asfixia em Manaus pela falta de oxigênio para atender pacientes com Covid-19 internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e a recomendação por parte do governo federal do "tratamento precoce" com medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina e a ivermectina.

Os partidos ainda falam de um estudo do Centro de Pesquisas e Estudos de Direito Sanitário (CEPEDISA) da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) e a Conectas Direitos Humanos, que diz que o governo executou um "projeto institucional estratégico de propagação do vírus e causador da morte e adoecimento de milhões de brasileiros e brasileiras".

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Na lista de argumentos também estão a sequência de declarações de Bolsonaro que minimizaram a gravidade da pandemia, a demissão dos ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e "os esforços de Bolsonaro para tirar a credibilidade de vacinas contra a Covid-19, especialmente a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac".

As lideranças do bloco, além de protocolar o pedido de impeachment, também pressionam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pelo fim do recesso parlamentar e a retomada imediata da atividade legislativa para que o parlamento dê respostas urgentes ao agravamento da crise.

Os trabalhos na Casa estão suspensos até 1º de janeiro, quando os deputados voltam a trabalhar e fazem a eleição para quem vai assumir a presidência da Câmara.

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