Quinta, 03 de Dezembro de 2020 14:49
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Opinião Caos

O Brasil e o Distrito Federal a caminho do caos! Será?

Assim como em todos os estados da Federação, a situação no DF o COVID-19 se expande rapidamente e a e a única política do governo é apostar no confinamento da população.

24/03/2020 21h20
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Por: A Redação

Até o dia de hoje, 24 de março, o Distrito Federal já contabilizava oficialmente 177 casos de contaminação pelo COVID-19, além de 3.660 casos suspeitos da doença. Dados, também divulgados por órgãos do governo, apontam que o DF, proporcionalmente, é a unidade da Federação com mais casos confirmados na proporção de 0,9% para cada 100 mil habitantes. O Rio de Janeiro, em segundo lugar, teria aproximadamente 0,2%, na mesma proporção.

Na hipótese da manutenção do contágio em torno de 1% da população. Logo o DF atingirá a marca de 25 mil contaminados, em uma população estimada em 2,5 milhões de pessoas. Sabemos que essa condição está muito longe da realidade e que o número de infectados é bem superior aos dados oficiais apresentados. 

Segundo o médico-cirurgião, Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein SP, para cada caso confirmado de contaminação, pelo menos 15 outros ocorrem, mas não são diagnosticados. Isso ocorreria, em grande parte, segundo Klajner, porque se trata de casos assintomáticos.

Qualquer pessoa que apresente algum sintoma e recorra aos hospitais públicos ou particulares, vai sentir na pele que a coisa está longe de ser assim. Não existe kits disponíveis para testes do COVID-19, esse é o problema principal no Brasil e no DF.

Segundo declarou em 20/3 o secretário de saúde do DF, Francisco Araújo, existem apenas 2 mil kits disponíveis na rede pública. Isso significa que os exames são feitos apenas em casos graves. Na rede privada, uma paciente, com sintomas da doença, informou que o médico que a atendeu, em um dos maiores hospital de Brasília,  declarou que nem por uma “mala de dinheiro” faria o pedido de exame para ela. Ele não tinha autorização. Os Kits, segundo o médico, são disponibilizados apenas para os pacientes internados. Na final das contas só os casos graves é que são submetidos ao exame. A pessoa tem de chegar ao hospital quase morrendo para ter direito.

Daí vem as políticas reativas, muitas, absolutamente ditatoriais contra a população, como a imposição de fechamento de praticamente todo o comércio, a circulação de pessoas nas ruas. A repressão esconde o medo dos governantes ante a escalada da revolta popular, mas ela fatalmente virá. Ou ainda, as de cunho demagógica, principalmente a de que as pessoas, famílias, se auto-isolem, permanecendo trancafiadas em suas casas.  

Obviamente que se trata de uma política absolutamente inócuo ou, quando muito limitadíssima. Em primeiro lugar, uma parcela considerável da população continua nas ruas, trabalhando, sujeitas ao transportes públicos “latas de sardinha”, um ambiente absolutamente favorável à proliferação do vírus. 

Em segundo lugar, até quando as pessoas e famílias, mesmo as que conseguem manter uma quarentena próxima do ideal – sim, pois a maioria das famílias principalmente as mais pobres – sempre tem um familiar que está nas ruas, no trabalho e volta para casa no final do dia -, até quando será possível manter o isolamento, diante de uma epidemia que atingirá o seu ápice apenas em maio/junho? Os trabalhadores têm de comprar alimentos, remédios, pagar suas contas. Qual o limite suportável? Há ainda dezenas de milhões que estão desempregados e os que perderam o emprego com o fechamento de vários setores. Apenas no comércio a estimativa dos lojistas é que 5 milhões de comerciários percam seus empregos até abril. Mesmo na classe média, que em alguma medida tenha uma “gordura para queimar”, qual será o limite?

Entre outros motivos é por isso que é calhorda as campanhas da Globo e de toda a imprensa e que uma parcela considerável da esquerda comprou. A quarentena não vai dar resultados. A verdade é que a população brasileira está à mercê da sorte. Como a sorte não é para o povo, mas para quem tem dinheiro, a conclusão é a de que a população está diante do caos.

Uma conta simples que a burguesia e sua imprensa procuram encobrir é que o poder de propagação do vírus pode atingir até 70 % da população brasileira, algo em torno de 140 milhões. Desses, seguindo a média de mortalidade, cerca de  2%, 2,8 milhões de brasileiros podem perder a vida por conta de uma política que tem como único propósito favorecer o capital em crise, com se pode ver diante da crise das bolsas e a destinação de 1 trilhão de dólares do FED – banco central norte-americano – para dar liquidez aos bancos, ao tempo que analistas daquele país já falam que 2 milhões de pessoas poderão morrer nos EUA por conta, também, da epidemia.

No Brasil, a política que vigora é a mesma. Das muitas medidas que já foram anunciadas pelo governo federal em ajuda aos bancos e grandes grupos econômicos, uma chamou a atenção pelo grau de sordidez. Praticamente no mesmo momento em que o ministério da Economia anunciava a destinação de R$ 60 bilhões, o Ministério da Saúde anunciou o aluguel de 2 mil camas-leito para atender os infectados hospitalizados na rede pública de todo o País. 

É necessário uma poderosa organização e mobilização para exigir pela força as medidas que de fato sejam capazes de voltar a economia do Brasil para salvar a população. os bancos e os grandes empresários.

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