Entenda as diferenças entre LER e DORT, os principais fatores de risco e quais cuidados podem ajudar a prevenir dores por esforço repetitivo

Créditos: Thai Liang Lim/iStock
LER e DORT são problemas relacionados ao sistema musculoesquelético que podem surgir ou se agravar diante de movimentos repetitivos, esforço excessivo, posturas inadequadas e condições de trabalho que favorecem a sobrecarga.
Apesar de os termos serem frequentemente usados juntos, eles têm significados diferentes e podem envolver sintomas como dor, desconforto, formigamento, perda de força e limitação dos movimentos.
Entender os fatores que contribuem para as dores por esforço repetitivo é importante para adotar medidas de prevenção e buscar ajuda quando necessário. Atenção aos sinais do corpo faz parte dos cuidados, mas dores persistentes precisam de acompanhamento profissional.
O que são LER e DORT?
LER significa Lesões por Esforços Repetitivos e está associada à sobrecarga provocada pela repetição de determinados movimentos. Já DORT significa Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho e é um conceito mais abrangente, que considera diferentes fatores ocupacionais capazes de contribuir para problemas musculoesqueléticos.
Na prática, os termos podem aparecer juntos porque ambos estão relacionados a dores que atingem músculos, tendões, nervos e articulações.
Quais são as principais causas das dores por esforço repetitivo?
A sobrecarga pode ocorrer em atividades que exigem movimentos repetitivos, uso prolongado de computador, digitação, trabalho manual, operação de máquinas, limpeza, cozinha e outras tarefas que demandam esforço contínuo.
Permanecer muito tempo na mesma posição, trabalhar com postura inadequada, exercer força excessiva e não fazer pausas também podem aumentar a sobrecarga musculoesquelética.
Por isso, LER e DORT não estão restritas a quem trabalha diante de uma tela. A combinação entre características da atividade, ambiente e organização do trabalho pode influenciar o risco.
Quais sintomas podem indicar LER ou DORT?
Entre os principais sinais estão dor, desconforto, fadiga, sensação de peso, formigamento e limitação de movimentos. Em alguns casos, também pode haver perda de força ou dificuldade para realizar tarefas cotidianas.
Esses sintomas não significam necessariamente que uma pessoa tenha LER ou DORT. A avaliação individual é importante para identificar a origem da dor.
Como prevenir LER e DORT no dia a dia?
A prevenção de LER e DORT envolve reduzir situações de sobrecarga. Pausas durante a jornada, alternância de tarefas e movimentação do corpo podem ajudar a evitar que os mesmos músculos e articulações sejam exigidos continuamente.
Também é importante respeitar os limites do corpo, organizar melhor as atividades e buscar orientação quando uma tarefa provoca desconforto recorrente.
Ergonomia: como adaptar o ambiente para reduzir sobrecargas?
A ergonomia procura adaptar o ambiente e as condições de trabalho às características do trabalhador. No computador, por exemplo, ajustes na cadeira, apoio adequado, posicionamento do monitor e organização dos equipamentos podem contribuir para uma postura mais confortável.
A adaptação deve considerar a atividade realizada e não apenas a compra de acessórios específicos.
Como é feito o tratamento de LER e DORT?
O tratamento de LER e DORT depende da causa, dos sintomas e da avaliação individual. Dependendo do caso, podem ser consideradas mudanças nas atividades, ajustes ergonômicos, fisioterapia, medicamentos ou outras abordagens definidas por profissionais de saúde.
Alguns medicamentos anti-inflamatórios, como o Tormiv ODG, podem ser receitados para aliviar os sintomas e controlá-los no curto prazo. Contudo, os remédios não substituem uma avaliação profissional e nem devem ser usados por conta própria.
Quando procurar avaliação profissional para as dores?
É recomendado buscar avaliação quando a dor persiste, é intensa, piora com o tempo ou interfere nas atividades e nos movimentos. A investigação profissional ajuda a diferenciar LER e DORT de outras possíveis causas de dor musculoesquelética, que podem ser muitas.
Evite insistir em uma atividade que aumenta a dor e não faça uso de medicamentos ou outros tratamentos por conta própria. A automedicação pode trazer riscos, além de não tratar necessariamente a causa do problema.
A combinação de
ergonomia, organização das tarefas, pausas e atenção aos primeiros sintomas é
parte importante dos cuidados com a saúde ocupacional. Quando há sinais
persistentes ou incapacitantes, a única opção viável é procurar um profissional
de saúde para investigar o problema.



