Como o cardápio e as escolhas à mesa
podem favorecer a retomada do organismo
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Em contato constante com o ambiente que a cerca, a pele está sempre sujeita a cortes, queimaduras e outros tipos de lesão. Cuidar das feridas vai muito além dos cuidados médicos. A cicatrização da pele também depende de uma boa alimentação, que tem papel importante, uma vez que fornece os nutrientes usados pelo corpo.
A atenção também vale para o período após cirurgias, quando há cortes provocados pelo próprio procedimento. Nesses casos, seguir as orientações da equipe de saúde e manter uma alimentação adequada são medidas que fazem parte das recomendações.
Como funciona o processo de cicatrização
Logo depois de sofrer uma lesão, seja ela um acidente ou provocada por uma cirurgia, o corpo humano inicia uma sequência de etapas que se sobrepõem ao longo da retomada da integridade dos tecidos. De forma geral, elas envolvem três fases:
- Fase
inflamatória;
- Fase
proliferativa e
- Fase de maturação.
Nos primeiros momentos, o corpo trabalha para controlar o sangramento e limpar a área lesionada. Em seguida, durante a fase proliferativa, que acontece entre o quarto dia e a terceira semana após a lesão, o principal objetivo do organismo é preencher e fechar a ferida aberta.
A última etapa é a fase de maturação, também chamada de remodelamento. É quando as fibras de colágeno passam por reorganização e o tecido ganha resistência gradualmente. Essa etapa pode se prolongar por meses, mesmo depois de a ferida já estar fechada.
Por que a alimentação é importante
A formação de novos tecidos exige energia. A fonte para tal é o consumo adequado de proteínas, vitaminas e minerais, encontrados em uma alimentação variada e adequada às necessidades individuais.
Nenhum alimento isolado faz a ferida cicatrizar mais rápido. Somente a combinação de diferentes grupos de alimentos será capaz de fornecer os nutrientes necessários à formação e renovação desses tecidos lesionados.
Dentre eles, se destacam as carnes magras, os ovos e as leguminosas, como o feijão e a lentilha, justamente por serem boas fontes de proteína. O elemento é fundamental na manutenção dos tecidos, já que participa da síntese de colágeno, uma das proteínas que dá estrutura à pele.
Complementarmente, leites e derivados, frutas frescas, oleaginosas e cereais integrais também fornecem vitaminas usadas na manutenção dos ossos, pele e fluidos corporais.
Alguns minerais, como o zinco, por exemplo, participam de processos ligados à resposta imunológica. Já o ferro tem relação com o transporte de oxigênio pelo sangue e merece atenção principalmente quando existe deficiência. Nessas situações, corrigir a falta do nutriente pode fazer parte do cuidado durante a recuperação.
As vitaminas também têm seu papel. A vitamina C participa da síntese de colágeno, enquanto a vitamina A está relacionada à preservação da superfície cutânea e a diferentes funções celulares. Por isso, manter uma alimentação diversificada ajuda a garantir o consumo desses e de outros nutrientes necessários ao organismo.
Além do que comer, é fundamental lembrar-se de seguir os cuidados indicados pelos médicos. Isso inclui a utilização de medicamentos e o acompanhamento da ferida, conforme a orientação recebida.
Esse acompanhamento é ainda mais importante caso haja necessidade da ingestão de suplementos vitamínicos, que deve ser sempre orientada pelo profissional. Doses acima das necessidades podem trazer riscos e não significam, necessariamente, uma cura mais rápida.
Vale destacar ainda que
alterações como vermelhidão intensa, dor crescente, secreção, inchaço ou demora
fora do esperado para a reparação dos tecidos merecem avaliação profissional.
Observar esses sinais e procurar atendimento quando necessário é parte importante
dos cuidados com a pele durante a recuperação.



