Presença ativa da família e diálogo com a escola contribuem para o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes
Celebrado em 15 de maio, o Dia Internacional da Família reforça a importância dos vínculos familiares no desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes. Dados divulgados recentemente pelo IBGE mostram que 28,9% dos adolescentes brasileiros afirmam sentir tristeza frequente, enquanto quase metade relata preocupações constantes no dia a dia. O cenário tem ampliado as discussões sobre saúde mental entre os jovens e sobre o papel da família e da escola na construção de ambientes mais acolhedores e seguros.
Os números chamam a atenção principalmente porque muitos adolescentes ainda enfrentam dificuldades emocionais de forma silenciosa. A pesquisa também mostrou que menos da metade dos estudantes brasileiros têm acesso a suporte psicológico no ambiente escolar.
Para educadores, a aproximação entre família e escola pode contribuir diretamente para o bem-estar emocional dos jovens. Quando esses ambientes mantêm diálogo e participação ativa na rotina dos estudantes, crianças e adolescentes tendem a se sentir mais acolhidos e seguros para compartilhar inseguranças, mudanças de comportamento e dificuldades emocionais.
“A escola acompanha mudanças de comportamento, rendimento, socialização e participação dos alunos no cotidiano. Quando existe proximidade com a família, esses sinais podem ser percebidos mais cedo e trabalhados de maneira conjunta”, explica Ana Camila Oliveira, gerente de marketing do Colégio Sigma.
Segundo ela, muitos adolescentes enfrentam hoje uma rotina marcada por excesso de estímulos, pressão social e dificuldades de comunicação emocional, o que aumenta a importância da presença ativa dos responsáveis.
“Muitas vezes, a família percebe mudanças em casa e a escola identifica comportamentos diferentes em sala de aula, mas essas informações não se conectam. Quando existe diálogo, o estudante passa a ter uma rede de apoio mais forte e preparada para ajudá-lo”, afirma.
A aproximação com as famílias faz parte das práticas desenvolvidas pela instituição, que mantém canais permanentes de diálogo com os responsáveis, encontros de acompanhamento pedagógico, projetos de integração e iniciativas voltadas ao desenvolvimento socioemocional dos estudantes. A proposta é fortalecer a parceria entre escola e família para que o aluno encontre suporte emocional em diferentes espaços da convivência diária.
“O adolescente precisa sentir que há adultos disponíveis para ouvir sem julgamento. Isso faz diferença não só no desempenho escolar, mas também na forma como ele aprende a lidar com emoções, inseguranças e relações sociais”, completa Ana Camila.
O tema também ganhou espaço nas discussões educacionais dos últimos anos. O novo Plano Nacional de Educação reforça a participação familiar como uma das diretrizes para o fortalecimento do ambiente escolar e do desenvolvimento integral dos alunos.




