Dermatologista alerta para sinais de irritação cutânea após uso de produtos suspeitos
A recente determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para suspender a fabricação e recolher dezenas de produtos de limpeza da marca Ypê acendeu um alerta para os riscos que a contaminação biológica pode representar à saúde, principalmente para pessoas com doenças de pele, feridas abertas ou sistema imunológico comprometido. A bactéria Pseudomonas aeruginosa, identificada em lotes de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes, pode causar desde irritações cutâneas até infecções mais graves, dependendo da condição clínica de quem entra em contato com o microrganismo.
De acordo com a dermatologista Andressa Vargas, “Pessoas com doenças de pele pré-existentes, como dermatite atópica, dermatite de contato, rosácea e alergias cutâneas, tendem a apresentar uma barreira cutânea mais fragilizada. Isso faz com que a pele fique mais vulnerável a irritações e reações inflamatórias diante do contato com substâncias potencialmente contaminadas ou irritantes”, afirma Andressa Vargas.
A médica destaca ainda que entre os principais sinais de alerta após o uso de produtos suspeitos estão “vermelhidão persistente, coceira intensa, sensação de ardência ou queimação, descamação, inchaço, aparecimento de bolhas ou pequenas feridas e piora de doenças dermatológicas já existentes”, conclui Andressa Vargas.
Segundo Andressa Vargas, ao perceber qualquer reação cutânea após o uso do produto, a recomendação é adotar cuidados para evitar o agravamento do quadro. “O ideal é lavar a área com água abundante e sabonete suave, evitar novas exposições e observar a evolução dos sintomas. Se a irritação persistir, piorar ou surgir inchaço, dor intensa e lesões na pele, é fundamental procurar avaliação médica dermatológica. Em alguns casos pode ser necessário o uso de medicações específicas para controlar a inflamação e evitar complicações”, afirma Andressa Vargas.



