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Lideranças femininas debatem violência de gênero e ocupação de espaços de poder

Foto: Divulgação

Evento reuniu lideranças femininas para discutir violência contra a mulher, participação feminina na política e desafios para a equidade

Representantes do Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Brasília participaram, nesta quinta-feira (5), do debate “Equilibrando a Balança”, promovido pela embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq, em homenagem ao Mês Internacional da Mulher. O encontro foi realizado na residência oficial da embaixadora e reuniu lideranças femininas, representantes da sociedade civil e especialistas para discutir caminhos que ampliem a igualdade de gênero.

A iniciativa da embaixadora britânica buscou promover um espaço de reflexão e diálogo sobre temas que seguem desafiando sociedades em todo o mundo, como a violência contra a mulher, a desigualdade de oportunidades e a necessidade de ampliar a participação feminina nos espaços de poder e decisão.

A presidente do Grupo Mulheres do Brasil, Janete Vaz, participou do encontro e destacou o trabalho realizado pela organização também fora do país, com iniciativas voltadas ao acolhimento e ao apoio de brasileiras que vivem no exterior, reforçando a importância de redes de solidariedade e proteção que ultrapassem fronteiras.

Durante o debate, a conselheira do grupo e líder do Comitê de Políticas Públicas do núcleo Brasília, Carol Caputo, ressaltou a importância de ampliar a presença feminina nos espaços de decisão política. Segundo ela, quanto maior a participação das mulheres nos cargos de liderança e nas instâncias de poder, maiores são as possibilidades de construção de políticas públicas mais sensíveis às demandas da sociedade.

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Líder do colegiado do Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Brasília, Dulce Tannuri destacou a relevância do encontro como espaço de diálogo internacional. Para ela, discutir políticas públicas voltadas às mulheres em um ambiente que reúne diferentes perspectivas culturais contribui para fortalecer soluções e iniciativas capazes de transformar a realidade brasileira no que se refere à diversidade de gênero.

Também foram abordados temas centrais para o avanço da agenda feminina, como o enfrentamento à violência de gênero, o combate ao assédio sexual e moral contra mulheres, inclusive no âmbito do serviço público, e os desafios para garantir mais equidade nas oportunidades profissionais.

Líder do Comitê de Combate à Violência contra a Mulher do Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Brasília, Priscila Castro destacou que enfrentar a violência exige mais do que conscientização.

Quando protegemos as mulheres, protegemos o futuro da sociedade. Debates como este são essenciais para enfrentar temas graves como a violência contra a mulher e a exploração sexual. Precisamos transformar conscientização em ação, fortalecendo políticas públicas, educação e redes de proteção para garantir dignidade e segurança para todas

, afirmou.

Outro ponto discutido foi a necessidade de enfrentar a cultura do machismo desde cedo, especialmente no ambiente escolar. As participantes destacaram que o combate à violência contra a mulher também passa pela educação de meninos e homens, promovendo respeito, igualdade e novas referências de convivência. Nesse contexto, foram levantadas preocupações sobre o impacto da pornografia e da crescente hipersexualização de meninas na sociedade contemporânea, fenômenos que contribuem para distorções na percepção das relações entre homens e mulheres e que exigem atenção das famílias, das escolas e das políticas públicas.

Durante o encontro, a líder do Comitê de Saúde do núcleo, Regiane Costa, trouxe à discussão a grave situação enfrentada por meninas na região da Ilha de Marajó, no Pará, onde denúncias recorrentes de violência sexual e exploração de menores revelam um cenário de profunda vulnerabilidade social que exige respostas firmes do poder público e da sociedade.

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A líder do Comitê de Igualdade Racial do grupo, Dora Gomes, ressaltou que iniciativas como a promovida pela Embaixada do Reino Unido ampliam o debate e fortalecem articulações em torno da equidade. Segundo ela, ao reunir lideranças, especialistas e representantes de diferentes setores em torno do tema “Equilibrando a Balança”, cria-se um espaço estratégico de reflexão e articulação de ações voltadas à promoção da igualdade. Para Dora, enfrentar desigualdades históricas que afetam mulheres e meninas, especialmente aquelas que são negras, exige ampliar a conscientização pública e incentivar políticas, práticas institucionais e parcerias capazes de promover justiça social e racial.

A iniciativa integra a agenda de reflexões promovidas ao longo de março, mês em que instituições e lideranças em todo o mundo intensificam debates e ações voltadas à defesa dos direitos das mulheres e à construção de sociedades mais justas, seguras e inclusivas.

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