Especialista destaca papel estruturante do material no planejamento e no aprendizado dos estudantes
Celebrado em 27 de fevereiro, o Dia Nacional do Livro Didático coloca em evidência um dos principais instrumentos da educação brasileira. Apesar da expansão de plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial nas escolas, os números mais recentes do Programa Nacional do Livro e do Material Didático mostram que quase 195 milhões de exemplares foram distribuídos às unidades de ensino no último ciclo, abrangendo milhões de estudantes em todo o país, o que reforça a presença do material nas salas de aula.
Em um contexto marcado pelo crescimento de plataformas digitais, metodologias ativas e ferramentas de inteligência artificial, o livro didático passa a dividir espaço com novos recursos pedagógicos. Ainda assim, especialistas avaliam que o material impresso continua exercendo papel estruturante no planejamento escolar e na progressão dos conteúdos ao longo do ano letivo.
Segundo Raquel Nazário, diretora regional da Maple Bear Brasília, o livro didático segue sendo uma referência importante para professores e alunos. “O livro organiza o percurso de aprendizagem, oferece sequência lógica de conteúdos e funciona como um guia tanto para o educador quanto para a família. Mesmo com a presença crescente da tecnologia, ele continua sendo uma base sólida dentro do projeto pedagógico”, afirma.
A especialista explica que o desafio atual das escolas não está em substituir o livro impresso, mas em utilizá-lo de forma estratégica com recursos digitais. “As plataformas e a inteligência artificial ampliam possibilidades, mas precisam estar alinhadas a objetivos claros. O livro didático garante coerência curricular e contribui para que o estudante desenvolva autonomia e pensamento crítico”, destaca.
Na Maple Bear Brasília, o material didático integra uma proposta que combina ensino estruturado, metodologias ativas e uso equilibrado de tecnologia. O livro serve como suporte organizador do conteúdo, enquanto atividades práticas, projetos e ferramentas digitais complementam a experiência de aprendizagem.
Para Raquel, o Dia Nacional do Livro Didático é também uma oportunidade de diálogo com as famílias. “É importante entender que a tecnologia não substitui a mediação pedagógica. O livro continua sendo um instrumento que dá consistência ao processo educativo. Quando utilizado de forma integrada com outros recursos, ele fortalece a aprendizagem e amplia repertório”, reforça.
Em um cenário educacional cada vez mais híbrido, a data reforça que inovação e tradição podem caminhar juntas. O debate sobre o papel do livro didático, portanto, não se limita à permanência do impresso, mas à forma como diferentes ferramentas podem se complementar para garantir qualidade e profundidade no ensino.





