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Disposição e glicemia: entenda a relação

 

Saiba como o diabetes influencia a disposição e o sono e quais estratégias ajudam no controle diário da doença

 

Créditos: andreswd/iStock

 

Sentir cansaço constante, acordar indisposto, ter falta de concentração ou mesmo sentir quedas bruscas de energia durante o dia pode não ser resultado apenas de uma rotina mais puxada. Esses quadros podem ter relação com o diabetes, já que disposição e glicemia estão ligados.

 

A Sociedade Brasileira de Diabetes alerta que 6,9% da população brasileira vive com a doença. São 13 milhões de pessoas no país que precisam lidar diariamente com a condição.

 

Mesmo com tantos diagnósticos, é essencial entender sua relação com o cansaço, como ele atua no corpo e, principalmente, encontrar formas para manter o controle no dia a dia.

 

Glicemia e falta de energia: qual a relação?

 

A alimentação, o metabolismo e o sono andam juntos. Ou seja, quando um deles não vai bem, o outro sente o impacto.

 

O estudo “Glycemic status and macronutrient intake as predictors of sleep outcomes: an analysis of NHANES 2007–2020 data”, publicado na revista Frontiers in Nutrition, indica que a regulação glicêmica e a ingestão de macronutrientes estão associados à qualidade do sono.

 

Realizada nos Estados Unidos, a pesquisa identificou que pessoas com diabetes relatam mais cansaço. 37,74% dos entrevistados informaram ter problemas para dormir, e 9,56% apontam distúrbio do sono. Quando comparado com as pessoas que têm os níveis normais de glicose no sangue, os números são de 24,91% e 3,95%, respectivamente.

 

Além disso, as pessoas que sofrem com a doença têm sonos não revitalizantes, ou seja, ou são curtos demais, com menos de sete horas, ou muito longos, com mais de nove horas.

 

Mas, afinal, como a glicemia afeta a disposição? Segundo a neurologista Letícia Soster, do Grupo Médico Assistencial do Sono, do Einstein Hospital Israelita, as oscilações glicêmicas são um dos principais motivos. Na hora de dormir, essas alterações causam sudorese, palpitação e até despertar repentino.

 

Ela cita ainda que o distúrbio é uma espécie de processo inflamatório crônico, e isso interfere ativamente nos hormônios que regulam o sono, aumentando o estresse.

 

Sintomas de glicemia alta no corpo e como controlá-la

 

O diabetes é uma doença que tem como principal característica a glicemia alta no sangue. A hiperglicemia se dá pela má absorção ou produção insuficiente de insulina.

 

Em muitos casos, a doença pode ser silenciosa no início, e os sintomas começam a aparecer depois de um tempo, quando ela já está avançada no organismo. Por isso, é essencial estar atento aos principais sintomas:

 

     sede em excesso;

     vontade de urinar com frequência;

     fome além do normal;

     fadiga;

     visão turva;

     infecções frequentes;

     machucados que não saram;

     irritação.

 

A regulação deve ser feita principalmente com acompanhamento médico. Depois do diagnóstico, fica mais claro qual caminho seguir.

 

Entre os caminhos mais convencionais, está o de adotar uma dieta mais saudável, com alimentos de baixo índice glicêmico e maior consumo de fibras. Também entram nessa lista praticar atividades físicas, controlar o estresse e, em alguns casos, medicamentos que ajudam a regular determinados tipos de diabetes, como o Rybelsus.

 

Vale ressaltar que o distúrbio é uma doença crônica que deve ser acompanhada e tratada com especialistas da saúde. Por isso, a qualquer sinal ou sintoma da condição, é preciso fazer exames e iniciar o protocolo indicado.

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